Em 2017, o número de trabalhadores do setor da Construção e Obras Públicas cresceu 8% até junho, quase mais 310 mil trabalhadores, segundo dados do Inquérito ao Emprego, produzido pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Esta tendência foi também acompanhada pela descida do número de insolvências, cerca de  menos 17.4%, e pelo aumento em 8.5% do número de empresas. Globalmente, em 2017, o setor teve um crescimento de 8.7% face ao mesmo período do ano passado.

As previsões para  2018 são bastante positivas, com um possível de crescimento de 4.5% no total da produção, que mostra já um abrandamento face ao ano anterior no entanto representa uma grande melhoria no setor face aos anos críticos que se viveram em Portugal.

 

Prevê-se que a construção de edifícios residenciais cresça 7%, sendo esta vista como o principal impulso de crescimento do setor. Quanto à construção de edifícios não residenciais, esta deverá evoluir a uma taxa de mais 2,8% ao longo do próximo ano, com a componente pública a crescer a um ritmo superior ao da componente privada (+4% e +2%, respetivamente).

Atualmente, a falta de mão-de-obra, ainda consequência da crise económica que levou à emigração de muitos técnicos, apresenta-se como uma das mais significativas limitações à recuperação do setor da construção em Portugal.