Desde 2013 que a IESE Business School, em Barcelona elege as cidades mais inteligentes, ou seja, que estão na vanguarda da tecnologia. Assim, não é de estranhar que de ano para ano a organização tenha de aprimorar os seus critérios.

Em 2018, a IESE analisou cerca de 165 cidades de 80 países, com base em nove dimensões consideradas as mais importantes numa cidade inteligente: economia, coesão social, capital humano, meio ambiente, governação, planeamento urbano, tecnologia, alcance internacional, mobilidade e transporte.

O objetivo é simples: incentivar as cidades a fazer mudanças e a desenvolver ideias e ferramentas inovadoras.

Agora, vamos ao que interessa: quais são as cidades a que devemos ficar atentos?

1 – Nova Iorque

Corria o ano de 1979 e Frank Sinatra cantava algo como “ New York … a city that never sleeps”. Em 2019, por incrível que pareça continua igual! Nova Iorque continua a ser umas das principais capitais do mundo e um dos principais polos de conhecimento e inovação.

No índice da IESE, Nova Iorque ficou em primeiro em quase todas as dimensões: é o centro económico mais importante do mundo, no planeamento urbano e alcance internacional.

Um dos exemplos de inovação e desenvolvimento desta cidade é a plataforma desenvolvida em conjunto com a CISCO que converte sistemas telefónicos públicos antigos para fornecer acesso à internet para todos.

2-  Londres

Londres ficou em 2º lugar mas por pouco. Aliás, ficou em 1º na categoria de capital humano e a 2º posição em alcance internacional, mobilidade e transportes.

Um dos projetos mais emblemáticos é o London DataStore que conecta todos os cidadãos a todos os eventos que acontecem na cidade, estatísticas e informações, desde compras até taxas de criminalidade. Este projeto recebeu o Prémio Open Data Publisher de Dados Abertos Internacionais (IOD) em 2015 por permitir o acesso aberto a todos os dados tanto aos governantes como a cidadãos.

3 – Paris

Sendo uma das principais atrações turísticas do mundo, seria normal que Paris sofresse com o excesso de sobrelotação de habitantes/turistas, mas não é isso que acontece.

A capital de França é reconhecida pelo seu sistema de metro extremamente eficiente, pela sua rede ferroviária (TGV), pelo número elevado de rotas aéreas e pela implementação de um dos primeiros sistemas de bicicletas compartilhadas do mundo. Motivos que colocam Paris em primeiro lugar nas categorias de mobilidade e transporte.

Também é altamente valorizado o fato de todas as infra estruturas parisienses serem construídas de modo a garantir que a arquitetura histórica da capital e os marcos sejam preservados.